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Comportamento
Rapaziada não marca bobeira e cria uma casa ecológica na escola!
Estudantes mostram que a preservação ambiental pode ter início na construção de residências.
Juliana Loureiro/Da redação - 4/7/2009 - 15:34
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Novo Hamburgo - Aproveitamento da água da chuva, dispositivos para converter a luz do sol em energia elétrica, móveis feitos de material reciclado, coleta seletiva e compostagem. Tudo em nome da eficiência energética e do meio ambiente. O projeto de maquetes de casas ecológicas desenvolvido pelos alunos dos terceiros anos do ensino médio do Colégio Estadual Vila Becker, no bairro Operário, mostra que a luta pela preservação da natureza pode começar pela construção de uma residência.
O projeto, que consistiu de muito estudo e criatividade, resultou na representação de duas casas ecológicas, uma na cidade e outra no campo. Para a elaboração das maquetes foram utilizados materiais recicláveis. As plantas baixas tiveram a orientação de uma profissional da área da arquitetura e das professoras Lilian Amaral e Graciane de Oliveira. "A intenção é conscientizar o aluno da necessidade da preservação ambiental, por meio de uma construção com o mínimo de impacto ambiental", disse Lilian.
As maquetes apresentam meios simples e práticos para enfrentar o problema do lixo, do uso racional da água e sugestões de economizar energia em atividades simples do dia-a-dia. "Representamos um sistema de tratamento do esgoto cloacal para que a água possa ser reaproveitada em outros ambientes da residência", explicou Vinicíus Lucas Faistauer, 16 anos, que participou da construção da casa na cidade. A colega Francyelle Loebens Bastos, 17, lembrou que os telhados também têm o objetivo de minimizar o impacto ambiental. "Eles podem ser feitos de fibras vegetais extraídas do eucalipto. Além disso, são 50% mais leves do que as normais."
REAPROVEITAR - Também com a proposta de conscientizar para a importância de preservar o meio ambiente, bem como aplicar o conceito de trigonometria, as turmas do segundo ano da escola construíram 32 maquetes. O trabalho que consistiu na representação de monumentos, museus, praças e estádios da região do Vale do Sinos e Porto Alegre também utilizou materiais recicláveis na confecção. "Além do estudo matemático, os alunos coletam dados históricos e geográficos dos diferentes monumentos, aprendendo a reaproveitar os recursos disponíveis", destacou a professora Graciane. "Foi muito legal aplicar na prática nas fórmulas matemáticas e usar da criatividade para construir as maquetes", disse a aluna Andressa Lima de Santos, 16.