Os Pixies irão tocar ao vivo todas as músicas do disco Doolittle e os respectivos lados B dos singles do álbum. As apresentações acontecem na turnê européia que o grupo fará entre os dias 1º e 15 de outubro. A série de shows marca os 20 anos do álbum e passará por cidades como Londres, Glasgow, Dublin e Paris.
Doolittle foi lançado em 1989. O disco consolidou os Pixies como um dos principais nomes do rock independente norte-americano na virada dos anos 80 e 90, influenciando bandas como o Nirvana. "Queríamos fazer algo especial para os 20 anos de Doolittle", disse Black Francis ao site da Rolling Stone americana.
Formada em Boston, em 1985, a banda se separou em 1993. O vocalista Black Francis se dedicou à carreira solo sob o nome de Frank Black, enquanto a baixista Kim Deal se concentrou em sua banda paralela, o Breeders.
Em 2004 os Pixies voltaram para uma turnê internacional, quando tocaram pela primeira vez no Brasil, no Curitiba Pop Festival. Desde então, eles têm feito aparições esporádicas.
Em junho de 2009, o grupo colocou à venda duas caixas com seus álbuns de estúdio reeditados. A coleção, intitulada Minotaur inclui os álbuns "Surfer Rosa" (1988), "Doolittle" (1989), "Bossanova" (1990) e "Trompe Le Monde" (1991), além do EP de estréia "Come on Pilgrim" (1987).
A música mundial perdeu hoje um de seus principais nomes: Michael Jackson. Aos 50 anos, Jacko faleceu em Los Angeles às 14h26 (18h26 no horário de Brasília), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Bel Air. O cantor foi levado ao Hospital da Califórnia, mas não resistiu.
As últimas imagens e notícias que temos de Michael Jackson são polêmicas e até bizarras, mas por trás de tudo isso, esteve um dos maiores músicos de todos os tempos. E isso não é um exagero. Esse ano, com 50 shows agendados, Jackson ensaiava o que poderia ser o seu retorno triunfal, com ingressos esgotados em pouco tempo.
Michael Jackson é dono de algumas das melhores canções da música pop, entre elas maravilhas como Don´t Stop ´til You Get Enough, Thriller, Beat It, Billie Jean e Bad. Além da música, Jackson era conhecido pelas performances, sobretudo o famoso passo "moonwalk". A polêmica também varou a carreira do cantor, mas é melhor ficarmos com a imagem boa dele, então seguem alguns clipes para matarmos a saudade.
Além dos Arctic Monkeys, quem também está com o novo trabalho pronto são os Beastie Boys. Mike D, MCA e Ad-Rock já divulgaram a data de lançamento do novo álbum, que irá se chamar Hot Sauce Committee Part 1, e será lançado no dia 15 de setembro. O trio de New York, que mistura hip-hop e hardcore como poucos, também está trabalhando no relançamento de seus discos mais antigos. Ill Communication, de 1994, sai em 14 de julho; enquanto Hello Nasty, de 1998, está previsto para o dia 25 de agosto.
Hot Sauce Committee Part 1 é o sucessor de The Mix-Up, de 2007, um disco instrumental influenciado pelo jazz. A capa desse novo álbum já está circulando pela Internet (abaixo). O disco terá 17 faixas.
O Arctic Monkeys revelou nesta segunda-feira, dia 22, a capa do disco Humbug. O terceiro trabalho da banda chega às lojas britânicas em 24 de agosto, mas já está disponível em pré-venda no site oficial do grupo (http://www.arcticmonkeys.com), com direito a edição limitada com pôster.
A foto de capa foi clicada pelo fotógrafo israelense (baseado nos EUA) Guy Aroch, no estúdio Electric Lady, em Nova York, no último dia de gravação do disco, conforme a NME. Humbug tem sete faixas produzidas por Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age.
Beck está liderando um projeto bacana. Ao lado de Devendra Banhart, da dupla MGMT, de Jamie Lidell e de Nigel Godrich (produtor do Radiohead) ele pretende regravar discos clássicos do rock em apenas um dia.
A iniciativa foi foi batizada de Record Club e será lançada em julho, no site do próprio Beck. Assim que terminar a gravação do dia, ele irá liberar uma faixa por semana. A intenção é manter as gravações espontâneas. Assim, não haverá ensaios.
Não está definido quantos álbuns serão regravados e se todos os músicos participarão de todas as sessões no estúdio. Mas o Record Club já escolheu o primeiro disco para começar: The Velvet Underground and Nico, álbum de estreia da banda de Lou Reed e John Cale que contou com participação da cantora alemã Nico. Entre as faixas do disco, de 1967, estão clássicos como "Sunday Morning", "Venus in Furs", "All Tomorrow´s Parties" e "Heroin".
Beck lançou seu primeiro disco, Mellow Gold, em 1994, que trazia o hit "Loser". Depois disso, gravou outros sete álbuns. O mais recente, Modern Guilt, saiu em 2008.
Blur e Oasis dividiram, durante os anos 90, o posto de queridinhos do BritPop, a música popular britânica. Enquanto os irmãos Gallagher se mantiveram na ativa, o Blur acabou se separando por problemas internos. No sábado, entretanto, a banda voltou ao palco após quase dez anos, período em que o vocalista Damon Albarn e o guitarrista Graham Coxon pouco se falaram.
Agora que se entenderam, voltaram com tudo. Depois do show para 150 pessoas no interior da Inglaterra, no sábado, fizeram um show surpresa em uma loja de Londres, na noite de segunda-feira.
A apresentação em Londres marcou o lançamento da coletânea "Midlife: A Beginners Guide To Blur". Cerca de 170 pessoas conseguiram acompanhar a performance de cerca de uma hora. Eles tocaram clássicos como Coffee and TV, Song 2 e Girls and Boys. O grupo tem shows marcados para o dia 25 em Newcastle, dia 26, em Manchester, e dias 02 e 03 de julho no Hyde Park, em Londres.
O Sonic Youth fez a primeira apresentação ao vivo do seu novo álbum The Eternal, durante um show gratuito na loja da Apple de Nova York, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira, dia 9. Eles apresentaram sete faixas do novo disco. No bis, a banda tocou Hei Joni, do disco Daydream Nation, de 1988.
Mesmo com idades já na casa dos 50, Thurston Moore (vocais e guitarra), Lee Ranaldo (vocais e guitarra), Kim Gordon (baixo, guitarra e vocais), Mark Ibold (baixo) e Steve Shelley (bateria) continuam produzindo um som recheado de guitarras distorcidas que sempre caracterizaram a sonoridade do grupo. A noite de terça também marcou os 25 anos de casamento de Moore e Kim.
O Sonic Youth se prepara para entrar em turnê nos Estados Unidos. O pontapé inicial da série de shows acontece no dia 27 deste mês em Chicago e segue para Filadélfia, Washington, Nashville, Atlanta, Seattle, Denver, Portland, Dallas e algumas cidades no Canadá.
Como já foi noticiado no Bah!Digital, o Metallica deve lançar um novo DVD com o registro da passagem da banda pelo México e pela França. Foram gravados os shows dos dias 4, 6 e 7 no Foro Sol, na Cidade do México, e já foram divulgados os set lists, fotos e vídeos dessas apresentações. Na França será registrado o show do dia 7 de julho, no Arena de Nimes, na cidade de Nimes. O vídeo acima dá uma ideia de como foram os shows mexicanos.
Abaixo seguem os set lists das três noites na Cidade do México:
Dia 4 de junho:
That Was Just Your Life
The End Of The Line
Creeping Death
Holier Than Thou
One
Broken, Beat And Scarred
Cyanide
Sad But True
The Unforgiven
All Nightmare Long
The Day That Never Comes
Master Of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Bis:
Helpless
Trapped Under Ice
Seek and Destroy
Dia 6 de junho:
Creeping Death
For Whom The Bell tolls
Ride The Lightning
Disposable Heroes
One
Broken, Beat And Scarred
The Memory Remains
Sad But True
Turn The Page
All Nightmare Long
The Day That Never Comes
Master Of Puppets
Fight fire With fire
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Bis:
The Prince
No Remorse
Seek and Destroy
Dia 7 de julho:
Creeping Death
Fuel
Wherever I May Roam
Harvester Of Sorrow
Fade To Black
Cyanide
...And Justice For All
Sad But True
The Day That Never Comes
All Nightmare Long
One
Master Of Puppets
Dyers Eve
Nothing Else Matters
Enter Sandman
O vocalista da banda de hard rock Poison, Bret Michaels, sofreu um acidente durante a apresentação da banda no Tony Awards, em Nova York. No fim da execução da música Nothin´ But a Good Time uma parte do cenário desceu e atingiu Michaels no rosto. O vocalista fraturou o nariz e precisou levar três pontos na boca.
A assessoria do cantor divulgou que Michaels continuou bem humorado após o acidente, rindo do comentário feito pelo apresentador da cerimônia, Neil Patrick Harris: "Bret deu um novo sentido à expressão ´bater cabeça´". Confira o incidente no vídeo abaixo.
Existem turnês que são puro oportunismo, e a hoje anunciada nova passagem de C.J. Ward, mais conhecido como C.J. Ramone, pelo Brasil, tem toda a cara de ser pura e simplesmente um caça-niqueis. O ex-baixista dos Ramones já tem sete shows agendados no país entre 7 e 12 de julho, para tocar apenas clássicos de sua antiga banda. C.J. Vem acompanhado do produtor e guitarrista Daniel Rey, por Brian Costanza (guitarra, Bad Chopper, atual banda de C.J.) e por Brant Bjork (bateria, ex-Queens of the Stone Age, Kyuss).
Acontece que C.J. Só entrou nos Ramones após as gravações do álbum Brain Drain, de 1989, último disco de Dee Dee Ramone como baixista da banda. Então, que clássicos C.J. Vai tocar da sua fase nos Ramones? Eles praticamente inexistem, já que apenas dois discos de inéditas foram lançados pelo quarteto de 1989 até o fim da carreira, em 1997.
E dos dois, apenas o Mondo Bizarro está a altura dos pais do punk rock. Ou seja, um cara que ficou na banda por pouco tempo, que só gravou uma meia dúzia de músicas relevantes como Poison Heart e Strength To Endure (cantada por ele), vai fazer um set list com clássicos de uma época em que nem esteve nos Ramones.
De qualquer forma, as datas anunciadas até agora são: 7 de julho no Clube Outs, em São Paulo, dia 8 em Cordeirópolis, SP, Goiânia, Goias no dia 9, Brasília, Distrito Federal no dia 10, dia 11 em Recife, Pernambuco PE e dia 12 em Araraquara, SP.
Segundo a gravadora Universal Music o Metallica deve vir ao Brasil em 2010. O comunicado da Universal, no entanto, não dá detalhes da vindoura turnê, apenas que as datas na América do Sul seriam em janeiro.
Atualmente o Metallica segue com a World Magnetic Tour, em divulgação do último disco do grupo, o ótimo Death Magnetic.
Já tem título o novo álbum da banda de thrash metal norte-americana Slayer: World Painted Blood, que deve ser lançado no fim do verão dos Estados Unidos. O disco está sendo produzido por Greg Fidelman e já está praticamente todo gravado. Segundo o guitarrista Kerry King, 13 músicas foram compostas para o CD. A única faixa já divulgada é Psychopathy Red, que recentemente foi lançada em edição limitada em LP.
Em recente entrevista ao site Blabbermouth, King disse que o disco se aproxima do clássico Seasons In The Abyss. "Acho que Christ Illusion e God Hates Us All foram comparados com gravações mais rápidas, como Reign Ín Blood. Acho que esta, quando estiver tudo terminado, será comparada com Seasons In The Abyss, pois para mim o Seasons é um pouco de tudo, o mais longe que o Slayer foi. Eu acredito que este (novo álbum) tem um pouco de tudo - mais do que qualquer coisa que fizemos desde o Seasons. Então imagino que as pessoas irão comparar este com aquele", disse.
Uma exibição de fotos do clube CBGB, berço do punk de New York, está sendo inaugurada hoje, no Proud Camden, um bar/galeria de arte, de Londres. O site da NME divulgou algumas das imagens que fazem parte da exposição. Ramones, Velvet Underground, Television e Patti Smith estão entre os artistas que "se criaram" no palco do CBGB. Nas fotos abaixo, o proprietário da casa, Hilly Kristal, em frente ao bar, em 1976; e os Ramones, no palco, em 1977.
Está aí uma briga onde é difícil saber quem está correto. O vocalista do Black Sabbath, o lendário Ozzy Osbourne, está processando seu companheiro de banda, o igualmente lendário guitarrista Tony Iommi, por parte do nome Black Sabbath. Pelo que tem circulado na internet, Iommi teria requisitado o nome da banda após um processo que moveu contra o grupo Live Nation, que segundo ele continuava vendendo produtos com o logotipo do grupo após o encerramento do contrato em 2006.
No processo, Ozzy pede 50% dos direitos do nome Black Sabbath, assim como parte dos lucros obtidos pelo guitarrista com o nome. Em mensagem publicada na sexta-feira, 29, Ozzy diz estar "muito triste que isso tenha chegado neste ponto, de tomar esta ação contra você (Tony). Eu não tenho o direito de falar por Geezer (Butler, baixista) e Bill (Ward, baterista), mas eu sinto que moralmente e eticamente a marca deveria pertencer a nós quatro de maneira igual".
Mais adiante, Ozzy lembra que os quatro membros originais do Black Sabbath já passaram dos 60 anos, e que o legado da banda continuará existindo após eles. "Tony, vamos deixar este negócio ridículo de lado e continuar com nossas vidas. Você tem 61, eu tenho 60. Eu espero que ainda tenhamos uns bons 20 anos pela frente. Mas se não, Deus me livre que aconteça algo contigo, o que irá acontecer com a marca Black Sabbath? Quem irá olhar por ela? Você não acha que depois que nós formos deste mundo os direitos devam ficar com sua família, a minha, de Bill e Geezer?".
Agora vai uma opinião pessoal: concordo com Ozzy quando ele diz que os quatro deveriam ter direitos iguais sobre a marca, pois todos foram importantes na banda e fundaram-na juntos. Mas isso significaria que cada um deve ter 25% dos direitos, só que Ozzy pede atualmente 50%. No entanto, é inegável que enquanto todos os outros integrantes foram abandonando o barco ao longo da década de 1980 e primeira metade dos anos 1990, Iommi seguiu com a banda, mesmo com dificuldades.
O Stone Temple Pilots, que fez muito barulho entre 1992 e 1996, quando lançou seus três primeiros discos recheados de sucessos como Plush, Vasoline, Interstate Love Song e Big Bang Baby, deve lançar um novo álbum de inéditas em 2010. O grupo se separou em 2003 devido a problemas com drogas envolvendo o vocalista Scott Weiland.
Depois cinco anos separados, período em que Weiland assumiu os vocais do Velvet Revolver ao lado de ex-integrantes do Guns and Roses, o grupo voltou a se reunir no início de 2008. Eles fizeram alguns shows pelos Estados Unidos e agora anunciaram que irão voltar ao estúdio para gravar novas composições sob a produção de Don Was, que já trabalhou com Rolling Stones, Bob Dylan, Iggy Pop, Elton John e The B-52’s. O novo trabalho, o primeiro de inéditas do STP desde Shangri-La Dee Da, que saiu em 2001, deve ser lançado no ano que vem.
Hoje vai uma dica de blog, para quem é amante dos LPs. É o Viva o Vinil , no site da MTV Brasil. O último post é sobre uma coisa curiosa que ocorria na Argentina por causa da ditadura: uma lei determinava que os discos lançados no país deveriam ter o título dele e das músicas traduzidos para o espanhol. Eu mesmo tenho dois singles do Iron Maiden em LP argentinos que passaram por isso: 2 Minutes To Midnight, que virou 2 Minutos Para La Medianoche e Stranger In A Strange Land, que virou Extraño Em Uma Tierra Extraña.
Uma boa pedida para quem curte bons e versáteis cantores é o show de Jeff Scott Soto, que volta a Porto Alegre para divulgar o álbum Beautiful Mess. A apresentação rola no dia 17 de junho, no Drakkar Music Hall, antigo Abbey Road. Os ingressos serão vendidos no local, apenas no dia do show, por 65 reais. A apresentação está marcada para às 23 horas.
Para quem não conhece, Jeff Scott Soto tem uma longa carreira dentro do cenário hard rock/heavy metal, que iniciou nos anos 1980. Os primeiros trabalhos de destaque do cantor foram como vocalista da banda do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen. Soto gravou os dois primeiros discos do guitar hero, Yngwie J. Malmsteen´s Rising Force de 1984 e o seguinte, Marching Out (1985). Após sair da banda, Soto passou por várias outras, como Axel Rudi Pell, Talisman, além dos discos solo.
Além disso, Soto pode ser ouvido na trilha sonora do filme Rockstar, de 2001, nas músicas Living the Life, Stand Up e Wasted Generation. O último show feito pelo cantor em Porto Alegre foi durante a turnê em que fazia um tributo ao Queen.
A Superguidis irá trocar as guitarras por violões para gravar um CD e um DVD acústicos na noite de domingo, dia 31. A gravação acontece no Cultura Rock Club (Olavo Bilac, 251, em Porto Alegre). Os ingressos serão vendidos no local a R$ 12,00.
A banda surgiu em 2002, quando Andrio Maquenzi, Lucas Pocamacha, Diogo Macueidi e Marco Pecker, que moravam entre Guaíba e Porto Alegre, se reuniram para tocar um indie rock com influências de Weezer e Pavement. Eles têm dois discos lançados pelo selo Senhor F. Superguidis, de 2006; e A Amarga Sinfonia do Superstar, de 2007.
O Judas Priest lançará em julho mais um disco ao vivo. A Touch Of Evil: Live traz um track list curto, com apenas 11 faixas, mas o grande atrativo é que a maioria delas nunca foi lançada ao vivo antes. As músicas foram registradas entre 2005 e 2008 e o CD marca a volta do produtor Tom Allom, que não trabalhava com a banda desde 1988 e participou das gravações de clássicos como o ao vivo Unleashed In The East, British Steel e Screaming for Vengeance. Segue o track list do CD:
Judas Rising
Hellrider
Between The Hammer And The Anvil
Riding On The Wind
Death
Beyond The Realms Of Death
Dissident Aggressor
A Touch Of Evil
Eat Me Alive
Prophecy
Painkiller
Quando soube que Sepultura e Angra excursionariam juntos achei muito estranho, afinal, são duas vertentes totalmente opostas do heavy metal. Antigamente uma junção dessas era quase inimaginável, mas as coisas mudaram e, se pensarmos bem, uma turnê que une as duas maiores bandas de metal brasileiras de todos os tempos faz bastante sentido.
Domingo, dia 24, foi à vez de conferir isso de perto, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre. Antes de mais nada, é preciso dizer que a organização deixou muito a desejar e que a escolha do local foi infeliz. É impraticável um show naquela casa. A acústica é terrível, quanto mais perto do palco, menos se entende do que é tocado. Muito ruim. Para fotografar, então, foi terrível, o que fica bem claro nas fotos aqui publicadas. Mas isso é outra história.
Metal andino com Tierramystica
A noite começou com um atraso homérico, com a banda gaúcha Tierramystica, que mistura música andina com metal melódico. Não gosto do resultado final, mas foi um show correto, onde os principais destaques foram os covers para Run To The Hills, do Iron Maiden, e Burn, do Deep Purple, que encerrou o show.
A volta do Angra
Após mais um atraso grande, foi a vez do Angra, que de cara mandou o medley Carry On/Nova Era, com os fãs cantando junto o tempo todo. Sem precisar promover disco novo, a banda fez um set curto com clássicos e músicas conhecidas. Os momentos mais empolgantes foram nas faixas mais antigas, o que era de se esperar. Os primeiros acordes de Angels Cry, por exemplo, quase botaram a casa a baixo. As baladas também tiveram destaque, como Make Believe, Lisbon, que voltou ao set list a pedido dos fãs, e Bleeding Heart, que o vocalista Edu Falaschi dedicou a uma fã que está passando por "momentos difíceis".
Uma das curiosidades quanto ao Angra era sobre a performance de Ricardo Confessori, que reassumiu as baquetas após anos distante. Eu nunca havia assistido um show da banda, mas sem dúvida Ricardo cuidou bem do recado tanto no material antigo, quanto nas músicas da fase em que esteve fora, como Acid Rain e The Course Of Nature. Outro destaque era a vontade da banda de estar no palco. Eu não gosto de Angra, apenas de uma ou outra música, mas me surpreendi com, além da técnica, a disposição do guitarrista Kiko Loureiro e do baixista Felipe Andreoli. A pesada Nothing To Say encerrou o show, antes do bis, onde o destaque foi Rebirth.
Sepultura do Brasil
Era chegada à hora da maior banda brasileira de qualquer gênero musical em todos os tempos. Independente da fase em que se encontra, uma coisa sobre o Sepultura é certa: o show dos caras é uma destruição. E não foi diferente na volta aos palcos gaúchos. Após a intro A-Lex IV a banda emenda a nova Moloko Mesto, que ficou boa ao vivo, como outras músicas de A-Lex, algo que não esperava. Mas nada supera os clássicos da fase áurea da banda, e a primeira a ser executada foi Refuse/Resist, destruidora, com Manifest na sequência. E o baterista Jean Dolabella, que eu ainda não havia visto ao vivo, mostrou que foi uma boa escolha na difícil tarefa de substituir Igor Cavalera. Após Attitude Andreas Kisser puxa o riff de Black Sabbath, mas o que se segue é mais uma nova, We’ve Lost You, que também ficou interessante ao vivo.
A essa altura o destaque já era a presença de palco do monstro Derrick Green. O vocalista norte-americano já virou brasileiro, tanto que fala português quase perfeitamente, e se comunicou o tempo todo com os fãs. Se enquanto está cantando Derrick parece possuído, ao falar com o público o cara é extremamente simpático.
Se os fãs agitam em músicas novas, quando os clássicos voltam ao set, a coisa beira o inferno, no bom sentido. Eu, que costumo ir aos shows para apenas apreciar, não resisti e precisei "bater cabeça" em alguns momentos. Ou vai dizer que é fácil resistir quando os caras mandam Dead Embryonic Cells inteira, sem medley? E logo em seguida uma versão matadora de Troops Of Doom, ou de Escape To The Void? Mas quando não deu mesmo para ficar parado foi na preferida desse que vos escreve, Inner Self, com seu peso monolítico.
Andreas novamente puxa um riff clássico, dessa vez de Grinder, do Judas Priest, mas o que vem mesmo é Sepulnation, uma das melhores músicas pós-Max Cavalera. Derrick anuncia em inglês "Porto Alegre, this is your Territory", e o que restava de fôlego se vai, antes do fim, com Arise, destruidora. O bis começa com um trecho de Eye Of The Tiger, do Survivor, e Derrick cantando "o olho do tigre" em português, arrancando gargalhadas e aplausos merecidos. O show termina com Roots Bloody Roots e uma das maiores – e com certeza das mais matadoras - rodas de mosh que já vi. Mas a noite ainda reservava surpresas.
Sepulangra ou Angratura?
Como todos sabiam que ocorreria, e esperavam, as duas bandas voltam ao palco juntas, para uma jam com clássicos do rock e metal. A já esperada Immigrant Song do Led Zeppelin é a primeira, e não ficou de todo ruim, exceto pela performance horrível de Edu Falaschi. O cantor então chama Ricardo Confessori, que assume o microfone em uma versão bem legal de Back In Black, do AC/DC, e surpreende a todos mandando muito bem no vocal.
Edu pergunta o que vão tocar em seguida e Andreás puxa The Number Of The Beast, do Iron Maiden, cantada toda por Edu, infelizmente, com Derrik apenas nos refrões. Então Confessori ganha mais um ponto e meu respeito, ao iniciar Where Eagles Dare, também do Maiden. Infelizmente foi apenas um trechinho da música, já que ninguém sabia a letra. Derrik puxa o grito de "Sabbath, Sabbath" e a celebração ao metal termina com Paranoid.