
O que motiva uma pessoa, aparentemente racional, a sobrepujar outra, a qual lhe é, sob algum aspecto, inferior? Como o mundo seria melhor se não tivessemos comportamentos similares ao mais latente catalisador da covardia, concebido em sua mais crua e repulsiva forma. O lado negro da imperfeição humana a serviço da dor inflingida a quem deveriamos amar: o nosso próximo.
Nosso primeiro contato com o Bullyng se dá na escola, onde, no papel de vítima, deveriamos ser preservados. Nem sempre o papel de nossos orientadores educacionais é otimizado nesse sentido. O contrário disso, infelizmente, é mais rotineiro do que supunhamos. Muitas vezes estamos frente a inescrupulosos profissionais, chamados professores, que, aproveitando-se dessa sua condição, orquestram a degradação de uma criança.
A criança é uma aliteração hereditária de seus próprios pais. O que elas levam ao seu convívio social, desde a sua tenra infância, é reflexo do que elas aprendem dentro de seus próprios lares e, somando-se a isso, sua carga genética contribui, em muito, para a má formação de seu caráter. Diante desse último aspecto, o que deveria ser contornado é, não raras vezes, estimulado. A doutrina de que a vitoria se dá através da força, e não da pacificação, onde as diferenças devem se respeitadas, é tão útopica quanto real. Goebbels disse que uma mentira, repetida mil vezes, se torna verdade.
Enveredando pelo subjetivismo, o que nos é intímo, jamais, por mais que nos esforçemos, atenderemos ao mais inato modelo de perfeição. Sempre estaremos em uma zona intermediária de força e da vulnerábilidade.
Dentro de um contexto belico, quantas guerras não são diariamente deflagradas em uma contraposição subserviente a uma das mais belas virtudes: o altruísmo. Afinal, Bullyng não é restrito apenas à escola, onde xingar, bater, difamar e atirar lixeiras vazias na cabeça dos outros é comum, tendo muitas vezes, professores como cúmplices. Matar também é valido como sinônimo. Se centenas de milhares de civis inocentes devem morrer para que outros fiquem mais ricos, que morram então! (Essa é a crença!). Os israelenses são peritos nessa arte. Ligamos nossa caixinha de raios catódicos e nos deparamos com criancinhas chorando ao lado dos cadáveres destroçados dos seus pais, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.
Às vezes me pergunto qual é a margem de tolerância de Deus. Espero, sinceramente, que, quando ela se esgotar, eu não esteja mais nesse mundo. Será o dia em que a humanidade entenderá, na prática e de uma vez por todas, o que é justiça.
Fonte: http://www.pablodiogo.blogspot.com/2010/06/perniciosa-pseudo-cultura-do-bullying.html
Abração.
Marcelo Eduardo